Qual é o ácido mais forte do mundo?


É o fluorantimônico, cuja acidez supera a mais alta encontrada na natureza:o ácido sulfúrico a 100%. A mistura do fluorídrico com pentafluoreto de antimônio é considerada a mais forte entre os superácidos e foi criada para reagir com materiais que outros não dão conta. A concentração de um ácido é medida por meio da quantidade de íons do tipo H+, que iniciam as reações químicas com outras substâncias. O fluorantimônico tem 20 quintilhões de vezes mais íons que o sulfúrico, porém, apesar desse “poder”, ele não é capaz de corroer tudo – já que a corrosão não depende da força, mas da interação química das substâncias. Uma coisa, porém, é certa: quando a corrosão ocorre, os danos são irreversíveis.


Conheça os ácidos puros mais perigosos e descubra qual deles causa mais estrago

Ácido fluorídrico (Hf)

Como reage com vidro e metal, tem que ser armazenado em parafina ou em polímeros, como o teflon.
PET: Ataca o plástico, que ganha umaspecto aquoso.
AÇO: Quanto mais diluído, mais forte é a reação. Transforma o aço em gás e líquido.
VIDRO: Concentrado, pode superar 100ºC e ferver o vidro derretido.
CORPO HUMANO: Causa queimaduras.Diluído, pode penetrar na pele, dissolvendo os ossos.

Ácido Sulfúrico (H2So4)

O mais popular dos ácidos é usado na indústria e na produção de fertilizantes.
PET: A venda é controlada pela Polícia Federal. Concentrado acima de 40%, derrete o plástico.
AÇO: Forma uma camada de ferrugem que impede que a corrosão continue.
VIDRO: Não reage.
CORPO HUMANO: Concentrado acima de15%, causa queimaduras graves e a desidratação dos tecidos.

Ácido Nítrico (HNo3)

Ataca boa parte dos metais, menos os preciosos. Misturado à glicerina e ao ácido sulfúrico, forma o explosivo nitroglicerina.

PET: Aquecido à 90ºC, faz o material virar líquido.
AÇO: O material fica diluído na solução aquosa do ácido.
VIDRO: Não reage.
CORPO HUMANO: Causa queimaduras e pode reagir com apele – formando uma mancha amarela.

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CONSULTORIA Tibor Rabóczkay, professor titular do Instituto de Química da USP. FONTES Instituto de Pesquisa Tecnológica (ipt.br); Handbook of Corrosion Data,por Bruce D. Craig e David S. Anderson

Fonte: Mundo Estranho

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