Japoneses compram de refrigerantes a minhocas em máquinas de vendas


No cruzamento mais movimentado do mundo ou em uma rua deserta. Em qualquer lugar do Japão, há uma máquina automática.

Se der vontade de comer banana e não houver uma quitanda por perto, a máquina automática ajuda. Ela é cuidadosa para não machucar a fruta. Cada banana vem embalada individualmente e está no ponto.

Nenhum país tem tantas máquinas de vendas. São cinco milhões, uma para cada 24 habitantes.

Os japoneses têm uma grande ligação com o mar. Adoram peixes e, obviamente, pescar. Se der vontade de pescar e a pessoa não tiver o equipamento à mão? A máquina automática resolve o problema. Ela vende quase tudo: anzol, isca, e algo que todo o pescador sabe que é um item essencial: minhocas vivas.
As máquinas nunca são pichadas, danificadas e raramente faltam produtos.

Até os restaurantes estão usando máquinas automáticas. O cliente escolhe o prato no cardápio do lado de fora, vai até a máquina e aperta o botão com a foto do prato. Depois é só entrar para o almoço. O pedido sai em uma impressora. Rapidamente o cozinheiro entrega o prato para o cliente.

Elas estão cada vez mais inteligentes. Uma delas ajuda o consumidor a escolher o produto. Ela tem sensores que detectam a aproximação do freguês e uma câmera para identificar o sexo e a idade. Um programa de computador indica a bebida mais adequada e ela ainda é cortês. Se a cliente for uma mulher, a máquina indica o produto com um coraçãozinho e manda a mensagem "para você".

O representante da empresa explica que ela também leva em conta a hora do dia e a temperatura externa, para oferecer café de manhã cedo e chocolate quente em um dia frio.

Outra máquina, além de ajudar na escolha, informa a hora. Ela tem uma animação com animais para tornar a relação com o freguês menos "mecânica". A porta é "touch screen", uma tela sensível ao toque. Basta passar o dedo que ela dá todas as informações sobre os produtos disponíveis.

O representante do fabricante mostra o chip de computador que controla todo o processo. Ela não é só uma máquina, é um cérebro eletrônico.

Por isso os japoneses gostam tanto e cuidam de suas máquinas automáticas: elas estão em qualquer canto para servir e ajudar.

Reportagem do Jornal Hoje - Rede Globo

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