Novelas: A Moreninha


A Moreninha foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 20 de outubro de 1975 a 5 de fevereiro de 1976. Foi escrita por Marcos Rey e dirigida por Herval Rossano. Foi um dos maiores sucessos da dupla Herval Rossano e Nívea Maria, casal na vida real e que dominou a teledramaturgia do horário das 18h da televisão brasileira à época. Foi a segunda novela das seis da Rede Globo produzida em cores (a primeira foi Senhora).
Sinopse

Carolina é a romântica e sonhadora moça que vive na ilha de Paquetá com sua vó Donana. Entre festas e passeios dominicais, rodeada por amigas, pretendentes, e jovens estudantes da corte, Carolina espera pacientemente reencontrar sua paixão de infância.

Mal sabe ela que o rapaz está entre os seus convidados. É o jovem Augusto que se enamora dela desde a primeira vez que a vê, mas é perseguido por Clementina, a jovem que não mede esforços para estar do lado do homem que ama.

Curiosidades

Terceira adaptação para a televisão do famoso romance de Joaquim Manuel de Macedo. A primeira versão foi produzida pela TV Tupi do Rio de Janeiro em 1956, exibida às terças e quintas-feiras às 20 horas, com Yoná Magalhães e Paulo Porto nos papéis principais. Em 1965, a Globo produziu uma versão em 35 capítulos, com Marília Pêra e Cláudio Marzo.

O romance de Joaquim Manuel de Macedo já havia tido uma versão para o cinema, no filme de Glauco Mirko Laurelli de 1970, com Sônia Braga e David Cardoso vivendo os protagonistas Carolina e Augusto.

A novela tinha seu enredo de base em A Moreninha, mas mostrava vestígios de outra obra de Joaquim Manuel de Macedo: Memória da Rua do Ouvidor.

A opção por uma adaptação livre permitiu ao autor deslocar a história no tempo. Em vez de se passar em 1844, como no romance original, é ambientada entre 1866 e 1868. Com isso foi possível a referência a acontecimentos históricos, como a Guerra dos Paraguai e a luta abolicionista.

Brilhante reconstituição de época, numa produção cheia de "não-me-toques".

A novela teve locações na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, e tornou o lugar conhecido do grande público. Os lugares onde a novela foi gravada acabaram virando pontos turísticos da ilha. O cenários de época foram montados na cidade cenográfica de Barra de Guaratiba.

Nívea Maria teve aqui sua primeira parceria com o diretor Herval Rossano, com quem faria várias outras novelas do horário das seis (como Dona Xepa e Maria Maria, por exemplo).

Sensível trabalho de Marco Nanini, vivendo o poeta Felipe. Ao final, o personagem passa a sofrer de tuberculose, doença incurável na época.

Esses eram textos narrados na apresentação das cenas do próximo capítulo da novela (prática comum na época):
"O amor com a força da vida. A vida brotando dos sonhos. A esperança, as juras eternas. Cada noite nascendo, cada dia vivendo. A Moreninha!"
"O amor com a força da vida. A vida com a poesia dos sonhos. A esperança cada noite nascendo. Juras de amor, cada dia vivendo. A Moreninha!"



Créditos: Wikipédia e Tele Dramaturgia

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