Os 10 gadgets mais feios da última década


A cada novo lançamento, as empresas conquistam o consumidor ao investir pesado em design. Basta olhar para a evolução visual dos celulares e smartphones para perceber que o cuidado minimalista das fabricantes faz com que tenhamos aparelhos cada vez mais bonitos e simples em nossas mãos. O problema é que nem sempre elas acertam...

É por isso que, entre iPads e Galaxies, sempre surge aquela bizarrice que pode até trazer recursos interessantes, mas é tão feia que ninguém leva a sério. Por isso, listamos as 10 decisões de design mais questionáveis da última década. Ao que parece, as empresas estão realmente precisando da ajuda de alguém que tenha coragem de dizer que aquela ideia é uma porcaria.

Sony Tablet P

O que é preciso para que um tablet seja competitivo o suficiente para bater de frente com gigantes como Apple e Samsung? Poucos botões? Confere. Design diferenciado e uma ideia interessante? Confere. Ter duas telas pequenas e parecer uma bolsa feminina? Confere.
Apesar de sua tradição com notebooks, celulares e outros aparelhos eletrônicos, a Sony conseguiu errar feio na hora de criar o Tablet P. Primeiramente, temos o estranho visual que faz com que ele pareça um pequeno estojo de maquiagem. Ok, sabemos que a ideia era oferecer algo compacto, mas a solução encontrada não é a ideial.
O pior é que o conceito de tablet dobrável deu origem a outro problema: as duas telas. Será que ninguém na empresa parou para pensar em como isso seria horrível para a leitura? Você está todo empolgado acompanhando um texto... Até encontrar uma dobradiça do nada.

Motorola Aura

Sejamos sinceros: alguém na Morotola quis bancar o Power Ranger e criou o Aura. O celular mais parece um “Morfador” do que um telefone e vai contra tudo aquilo que a empresa já fez em relação a design. Como se não bastasse o enorme relógio semianalógico, ele ainda traz uma estrutura rotatória completamente desnecessária e que consegue deixar o aparelho ainda mais feio.

F88 Wrist Phone

Ainda na tendência Power Ranger, a Chinese Electronic Corporation decidiu realizar o sonho de toda criança que cresceu nos anos 90: desenvolveu um telefone de pulso que lembrava muito aqueles utilizados pelos lutadores coloridos. Lançado em 2003, o F88 Wrist Phone não ligava para Zordon, mas fazia ligações normais, tirava fotos e tinha até toques polifônicos! Tudo isso com uma belíssima antena.
O teclado era usado na pulseira, mas era vendido separadamente. Uma pena, não é mesmo?

Nokia N-Gage

Com o sucesso do Game Boy, a Nokia teve uma excelente ideia: lançar um video game portátil que também seria um telefone. Nascia aí o N-Gage, o pai dos smartphones como conhecemos hoje e um dos aparelhos mais feios que o mundo já viu.
Olhe bem para a imagem acima e tente se imaginar segurando o pequeno equipamento. A quantidade de botões era absurda se levarmos em consideração que as dimensões do N-Gage eram bem diminutas.
Para piorar, quando usado como telefone, você deveria segurá-lo em uma posição nada confortável e intuitiva, deixando o aparelho de lado no seu rosto. Parabéns a todos os envolvidos.

iGrow Laser Hair Rejuvenator

A não ser que você seja um personagem de “De Volta para o Futuro”, nada justifica a criação do iGrow Laser Hair Rejuvenator. O problema é que, apesar de ser horrível — mesmo tendo sido fabricado em 2011, ele parece ter saído do filme “Tron”, de 1982 — sua aplicação é igualmente bizarra.
Trata-se de um aparelho especial para o tratamento de calvície que traz também um headset embutido para que você não fique entediado enquanto os 21 diodos de laser e 30 LEDs estimulam seus folículos capilares para evitar a queda de cabelo. Tudo isso com um efeito luminoso bem interessante...

Vertu Boucheron Cobra

Quer que seu celular tenha um toque selvagem e, ao mesmo tempo, refinado? Então que tal colocar uma cobra feita de joias na frente do aparelho? Pois foi exatamente isso que a Vertu fez. Em parceria com a joalheria francesa Boucheron, ela produziu esse que deve ser um dos telefones mais exóticos já feitos até hoje. Já imaginou como deve ser confortável fazer ligações e deixar seu rosto todo marcado?


O mais interessante de tudo é que só foram fabricados oito Vertu Boucheron Cobra até hoje. E não foi por causa de seu visual peculiar, mas pelo preço mesmo. Graças aos pequenos diamantes presentes em sua estrutura, ele era vendido pela bagatela de US$ 310 mil — cerca de R$ 631 mil na cotação atual.

Blue Sky Designs Fingerbeats Mousepad

O produto acima deveria ser um mousepad, mas não é preciso ser nenhum especialista para perceber que a ideia não deu muito certo, principalmente quando você retira a simplicidade de um apoio para seu mouse para transformá-lo em uma bateria em miniatura.
Apesar de a ideia ser relativamente interessante, por que diabos alguém pensou em unir duas coisas não relacionadas em um único produto? Olhe bem para o tamanho daqueles botões e da saída de som e tente imaginar como você ia apoiar sua mão ali. O desafio está lançado.

Toshiba G450

Antes da explosão dos smartphones, a grande tendência dos celulares era oferecer aparelhos cada vez menores. Traumatizadas pela geração tijolo, as fabricantes apelaram para todos os santos da tecnologia para oferecer telefones com dimensões cada vez mais reduzidas — o que fazia com que algumas bizarrices surgissem com certa frequência. Exemplo disso é o Toshiba G450.
Com uma tela minúscula e dois teclados, ele parecia qualquer coisa, exceto um telefone. Já imaginou como deveria ser prático discar um número qualquer com esses discos que mais parecem uma trava de cofre?

Microsoft Windows Smart Display

Se a Microsoft conseguiu surpreender todo mundo com o Surface, é porque ela deixou muito a desejar quando mostrou seu primeiro “tablet”, o Windows Smart Display. Apresentado em 2002, ele segue a ideia de computador portátil, mas sem a praticidade com que nos acostumamos.
Com muitos botões, uma tela de baixa qualidade, uma stylus e um peso que ia contra qualquer noção de mobilidade, ele parece ter saído de um filme dos anos 80 que tentava retratar o “futuro”. Só faltava trazer uma viseira e uma pochete no pacote.

Toshiba Bubble Helmet

Olhe para a imagem acima. Olhe de novo. Mais uma vez. Outra, por favor. Pois é, essa bizarrice não é uma piada e realmente foi “idealizada” pela Toshiba como uma forma de home theater “portátil” (perceba a ironia). Mais do que simplesmente criar um efeito ideal de som, o gigantesco capacete também ofereceria uma visão panorâmica em 360º de qualquer imagem. O sonho de qualquer pessoa — exceto pelo fato de que isso deveria destruir qualquer pescoço.
Felizmente, a empresa jamais lançou o Bubble Helmet comercialmente.

Tecmundo

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