Lenda Urbana: A Loira do Bonfim


Em 08 de fevereiro de 1897 é inaugurado o Cemitério de Nosso Senhor do Bonfim, mais antigo do que a própria capital de Minas Gerais, que foi formalmente inaugurada em dezembro do mesmo ano. 19 anos depois é criada uma linha de bonde que era usado pela suposta loira, que tirou o sossego da então pacata Belo Horizonte. Condutores do bonde temiam o expediente de madrugada e as pessoas buscavam outro meio de transporte.

Com o passar dos tempos e a popularização dos automóveis, a loira passou a andar de taxi. Tal história passou a ser  muito difundida entre os taxistas de Belo Horizonte. De um para outro, alguma coisa sempre é acrescentada, mas a história mais comum entre eles é a seguinte:

Na avenida Afonso Pena, região do bairro Mangabeiras, uma linda loira trajada de branco sinaliza a um táxi e pede para ser conduzida ao bairro Bonfim. Este bairro é bastante conhecido em BH, não por suas atrações turísticas, mas por um cemitério enorme, que se estende por vários quarteirões e pode ser visto de longe por moradores de bairros vizinhos.

A loira entra, se senta no banco de trás, dá um endereço ao taxista, que segue rumo ao destino pensando apenas na boa corrida que garfou. No caminho, tenta puxar conversa com a acompanhante, que responde pouco e fala muito em chegar logo em casa. Assim que o táxi entra na rua Bonfim (a principal rua do bairro), o carro se enche de um perfume muito forte de cravo. A loira passa a falar com uma voz diferente, melancólica, se mantendo sempre cabisbaixa e evitando respostas muito longas. Ao chegar no endereço, o taxista percebe que se trata da porta do Cemitério do Bonfim. Para seu terror, a passageira já se encontra fora do veículo, de costas, vestindo uma camisola longa desfeita em trapos, os cabelos desgrenhados e cheios de terra, caminhando rumo aos portões do cemitério.

Se o taxista, por impulso, tenta descer atrás dela ou chamá-la, ela se vira e revela o rosto de uma morta, com olhos fundos e roxos, algodão nos ouvidos e nariz e marcas de pontos no pescoço descendo ao peito; a loira some logo depois e o taxista foge ou desmaia.

Há quem diga que a loira seria uma das muitas prostitutas que atuam na região do Mangabeiras, nas imediações da avenida Afonso Pena, provavelmente morta por ali em seu "trabalho".

Há outros diversos relatos, como este que diz que a  loira sai do cemitério, vai até o ponto de taxi localizado em frente ao mesmo, entra  no carro e no meio da corrida desaparece do nada.

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