Novelas: Rainha da Sucata


Rainha da Sucata é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 2 de abril a 29 de outubro de 1990, com 179 capítulos.

Foi escrita por Sílvio de Abreu, tendo como co-autores Alcides Nogueira e José Antonio de Souza, e dirigida por Jorge Fernando, Fábio Sabag e Jodele Larcher.

Contou com Regina Duarte, Tony Ramos, Renata Sorrah, Antônio Fagundes, Aracy Balabanian, Daniel Filho, Paulo Gracindo, Raul Cortez e Glória Menezes nos papeis principais.

Enredo

Ambientada em São Paulo, a trama de Rainha da Sucata retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulista contrapondo duas personagens femininas, a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes). Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai, o vendedor de ferro-velho Onofre (Lima Duarte), e se torna uma bem-sucedida empresária, mas mantém os hábitos de seu passado humilde.

Ela mora com o pai e a mãe, Neiva (Nicette Bruno), no bairro de Santana, na zona norte de São Paulo.

Apaixonada por Edu Figueroa (Tony Ramos), que a desprezara e humilhara na juventude, ela decide “comprá-lo”: propõe casar-se com ele para ajudar sua família, de origem tradicional, mas à beira da falência. Edu aceita a proposta, e a emergente, após o casamento, vai morar no casarão dos Figueroa, nos Jardins, sofisticado reduto da cidade. Na nova casa, Maria do Carmo passa a viver um pesadelo por causa de Laurinha, madrasta de Edu, que é obcecada pelo enteado e faz tudo para conquistá-lo, não deixando a “sucateira” em paz.

Além do mau casamento e da perseguição de Laurinha, a empresária começa a ver seus negócios darem errado por culpa do administrador Renato Maia (Daniel Filho), em quem ela confiava plenamente. Renato, na realidade, é um corrupto que aplica um golpe em Maria do Carmo.

Produção

Rainha da Sucata foi a primeira novela "das 8" escrita por Sílvio de Abreu, que até então havia assinado várias tramas apresentadas às 19 horas. Ele foi designado para escrever uma telenovela humorística para as 20 horas. Nesta época, havia uma determinação do Departamento de Teledramaturgia da Rede Globo em evitar a apresentação de enredos excessivamente dramáticos neste horário, que começou com a exibição de O Salvador da Pátria. Entretanto, esta proposta só prevaleceu no início da trama; a partir da segunda metade, a novela deixou de lado a veia humorística e passou a ser, de fato, uma história mais séria.

Em 17 de julho de 1990, enquanto Rainha da Sucata estava no ar, a emissora estreou a minissérie Boca do Lixo, em oito capítulos, também de autoria de Sílvio de Abreu. Ainda neste mês, Sassaricando, que também foi escrita por Sílvio, passou a ser reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo. Durante duas semanas, a Rede Globo apresentou três atrações diárias escritas pelo mesmo autor.

O Plano Collor, que foi um plano econômico implementado pelo então presidente da República Federativa do Brasil Fernando Collor de Mello, foi incorporado à história de Rainha da Sucata.

A abertura da novela Rainha da Sucata, Hans Donner usou o ventilador, a mola, o balde, o manequim e outras coisas para transformá-las numa animação em Stop-Motion (Uma fêmea que veio do lixo é uma dançarina animada em Stop-Motion).

Claudia Raia engordou dez quilos para viver Adriana, a “bailarina da coxa grossa”. A certa altura, a atriz disse a Silvio de Abreu que não aguentava mais ficar tão acima de seu peso e, a partir daí, o autor criou cenas hilárias em que a personagem começa a fazer uma rígida dieta para tentar conseguir um trabalho.

Três finais diferentes foram escritos para a novela, para manter o segredo sobre o fim da personagem Maria do Carmo.

A atriz Fernanda Montenegro fez uma participação especial na novela, no papel de Salomé Szimanski, mãe de Caio (Antonio Fagundes) e Mariana (Renata Sorrah).

Aracy Balabanian, que viveu a Dona Armênia na trama, apesar de nascida em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, é filha de armênios, que vieram para o Brasil fugindo da Primeira Guerra Mundial. Dessa forma, pôde emprestar o sotaque e alguns costumes de seu povo de origem à sua personagem, além de auxiliar no trabalho da equipe de produção de arte.

A novela marcou as estreias de Marisa Orth e Cleyde Yáconis em novelas da TV Globo.

Rainha da Sucata foi o primeiro trabalho de Andréa Beltrão na TV após o sucesso do seriado Armação Ilimitada.

A trama também fez grande sucesso no exterior, sendo vendida para, entre outros países, Angola, Bolívia, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Nicarágua, Paraguai e etc.


Créditos: Wikipédia

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