Análise do jogo Tomb Raider


Depois de um longo período sem lançamentos, a saga Tomb Raider voltou de uma forma nunca antes vista: a série sofreu um reboot e apresenta agora uma Lara Croft que lembra muito pouco a já consagrada trajetória da icônica personagem.

Ao contrário da Lara dos games anteriores, que era extremamente habilidosa com armas e equipamentos, a heroína aqui é ainda muito jovem e sem experiência. O sarcasmo e a frieza carregados pela personagem por anos deram lugar a uma Lara mais sentimental e humana, que sofre com as escolhas que se vê obrigada a tomar, e esse sofrimento acaba sendo passado também para o jogador.

A primeira expedição é buscar o Reino de Yamatai, localizado no Japão, onde possivelmente habitava Himiko, a “Rainha-Sol”. Durante a viagem, o navio em que Lara e seus amigos de aventura estavam é surpreendido por uma forte tempestade e acaba naufragando. A tripulação do navio então se divide, sendo todos levados pela correnteza para uma ilha (a mesma que eles pretendiam chegar com segurança).

Andando pela praia da ilha, Lara acaba sendo  capturada pelos nativos que ali viviam, conhecidos como Solarii, que fazem parte de uma seita secreta comandada por Padre Mathias. A sua primeira missão será tentar escapar de um local bem esquisito: Lara está pendurada de cabeça para baixo, presa em uma corda. Ao conseguir se soltar, a arqueóloga cai de uma grande altura. Chegando no solo, um ferro acaba atravessando uma parte do seu corpo, próximo à barriga; esta cena é bastante impactante, conseguindo passar para o jogador a dor da personagem. Isso serve de aperitivo para os outros apuros que ainda estão por vir... Falando em sofrimento, o estúdio não poupou seus esforços naa cenas  e de morte de Lara, que são bem violentas e asquerosas.

Para sobreviver, Lara é obrigada a explorar a ilha em busca de comida e água: é aí que vemos outra cena dramática, quando Lara não tem outra saída a não ser matar um animal. O próximo passo é tentar resgatar seus amigos e arrumar um plano para fugirem do local. No decorrer da aventura, Lara descobre que uma força sobrenatural impede que qualquer um saia da ilha, e que sua amiga Sam é descendente da rainha Himiko e dos Yamatai.

O jogo é dividido em regiões, onde você descobre acampamentos. Nos acampamentos Lara descansa e evolui suas habilidades de caça, combate e exploração, com base nos pontos ganhos ao longo da campanha. Também é possível usar o sistema de fast travel para revisitar regiões já exploradas, viajando entre os acampamentos de forma instantânea. Ainda há uma página destinada a criação e melhoria de armas.

Para aqueles jogadores que gostam de coletáveis, Tomb Raider vai agradar muito. Em cada região estão espalhados relíquias, documentos, peças de armas e desafios para serem cumpridos. Acessando o mapa, você consegue ver a quantidade de colecionáveis que existe na região e quantos você já conseguiu. Também existem tumbas secretas, que contém ótimos puzzles para serem resolvidos (os mais complicados do game). A sensação de completar as tumbas é sensacional e muito prazerosa.

Quando você se sentir perdido, existe um recurso chamado de instinto de sobrevivência que deixa a tela em modo preto-e-branco, destacando em cores inimigos, objetivos e interações com o cenário. Ao melhorar as habilidades, o instinto de sobrevivência também também mostrará a localização colecionáveis, mesmo que eles estejam do outro lado da parede, restando a você apenas descobrir qual o caminho para chegar até eles.

A ambientação do game é excelente, a ilha de Yamatai apresenta diversos ambientes, todos muito bem feitos e cheios de detalhes. A jogabilidade foi totalmente reinventada, seguindo a tendência dos jogos mais modernos. Lara se esconde atrás de objetos e barreiras para não ser vista, automaticamente, sem que você tenha que dar nenhum comando. A personagem também se abaixa sozinha quando está próxima de algum inimigo. Na maioria das vezes o game te dá a opção de escolher seguir furtivamente ou não.

O game conta ainda com um modo multiplayer onde é possível jogar com a equipe do navio de Lara ou com os vilões do culto secreto da ilha, os Solarii. Entre os modos de jogo estão aqueles já conhecidos nos jogos de tiro: todos contra todos, combate em equipes e uma espécie de rouba bandeira. O modo multiplayer digamos que está presente como um bônus, já que não acrescenta nada na história e ainda apresenta alguns bugs.

Tomb Raider foi lançado em 2013 para Xbox 360, PlayStation 3 e PC. Posteriormente, em 2014, o game ganhou uma edição definitiva nos consoles PlayStation 4 e Xbox One. A versão aqui analisada foi a do Xbox 360.


Considerações finais
O novo Tomb Raider conseguiu revitalizar uma das séries mais clássicas da história dos games, que já não andava tão bem assim. O desafio da Crystal Dymamics era grande, mas o estúdio conseguiu cumpri-lo com louvor. Com uma nova jogabilidade suave e fluida, o game conta com uma história envolvente e cheia de mistérios. Se quiser saber o máximo de tudo o que acontece na ilha, se prepare para gastar muitas horas em busca dos documentos e relíquias.

Fãs de longa data dá série podem estranhar um pouco o novo caminho seguido por Tomb Raider, mas não há como negar: o jogo é muito bom. O modo online não é a melhor coisa que vimos nos últimos tempos, mas isto não tira o brilho do jogo em si. No quesito dificuldade, jogando no normal o game é bem tranquilo de ser completado. Se procura algo com grandes desafios é melhor optar pela dificuldade difícil.

Nota
★★★★★ - 5

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