Análise da série The Walking Dead (8ª temporada)


O grande atrativo da 8ª temporada de The Walking Dead é a luta dos sobreviventes de Alexandria, Hilltop e Reino contra os Salvadores, grupo liderado pelo antagonista Negan. Tal acontecimento já era algo previsível e que acaba se arrastando por toda a temporada.

O desastre do 7º ano da série parece não ter causado um grande impacto nos roteiristas, já que mais uma vez tivemos episódios que não empolgam nem mesmo nos momentos de ação. A impressão que fica é que as pessoas envolvidas na produção da série não sabem mais o que fazer com os 16 episódios da temporada. O resultado não podia ser outro: vários episódios deixaram muito a desejar.

Se formos olhar o histórico de The Walking Dead, a série sempre foi marcada por episódios que enrolam a história, sem ter nada a acrescentar. Acontece que esse formato acabou se desgastando com o passar dos anos, não sendo mais bem aceitos pelo público, que também já não tem paciência para "engolir" algumas decisões tomadas pelos roteiristas da série. A queda constante na audiência reflete bem isso.

Durante a 8ª temporada vimos personagens secundários como Simon, Dwight e Jadis ganharam grande destaque e importância na trama. Padre Gabriel também desempenhou papel fundamental em certos acontecimentos marcantes. A proposta de explorar o passado de Negan também foi um adicional interessante.

Questões morais voltam a marcar forte presença nesta temporada, sendo decorrentes principalmente da morte de um dos personagens principais da série. A guerra e a morte de pessoas passa a dar lugar a ideias voltadas para o futuro da humanidade, o que de certa forma tenta resgatar parte da essência da série.

O desfecho desta temporada é um tanto enigmático. Diferente os anos anteriores, onde a trama sempre apresentava em seu episódio final algo que deixasse o público ansioso para a sua continuação, The Walking Dead pela primeira vez apresenta uma espécie de conclusão. Os caminhos para o futuro são muitos, e esperamos que eles sejam melhores aproveitados.


Considerações finais
Este não é o pior ano de The Walking Dead, mas também está longe de ser um dos melhores. A série só dá uma leve melhorada a partir da sua segunda metade, apresentando um final detestado por grande parte do público, mas que se encaixa muito bem a proposta traga por esta temporada: o primeiro e o último episódio da temporada possuem conexões que só agora fazem sentido.

Apesar de não criar uma grande expectativa para a 9ª temporada, alguns pontos do enredo ainda permanecem sem resposta: mesmo tendo uma participação breve, o surgimento da personagem Georgie pode sinalizar o futuro da série. O fato é que no momento possuímos mais perguntas do que respostas...

Nota
★★★☆☆ - 3

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